Educar um filho...

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Olá,

Depois de uma conversa com amigas que também são mães fiquei a pensar no que é isto de ser mãe e o que é ser educador. Fui mãe jovem, tinha 21 anos acabados de fazer quando nasceu a minha filha mais velha. Não tinha só os medos comuns de uma mãe de primeira (ou qualquer) viagem como tinha todo um conjunto de certezas que hoje não tenho mais. Quanto mais anos se passam e mais conheço os meus filhos mais percebo que não sei nada de parentalidade.

Faz-me muita confusão aquelas pessoas que se acham que sabem tudo porque são mais velhas, têm mais filhos ou às vezes mais dinheiro e se há coisa que me faz comichão é aquele tipo de gente que compara todas as crianças ao anjinho da prima Maria que era um exemplo para todos (até ao dia em que, com 20 anos, foi preso por assassinar a própria mãe). Se há algo que a vida me ensinou é que todas as crianças são diferentes e não interessa se lhes incutimos os mesmos princípios e ensinamos as mesmas regras e a mesma forma de estar, cada criança tem a sua própria personalidade que se molda ao ambiente que as rodeia.

Tenho 3 filhos as raparigas com 16 e (quaaaaase) 8 e o rapaz que é o mais novo tem 5 e meio e são todos absolutamente diferentes uns dos outros. Uma das coisas que aprendi com os anos e vejo agora nos meus filhos mais novos é que eles percebem que tudo é aceitável desde que não se magoem ou magoem os outros, o Rafael adora carrinhos (é completamente apaixonado por hot wheels) mas há dias que é capaz de ficar horas a brincar com a Luísa às cozinhas, aos bebés, pais e filhos e mais recentemente com os Pinys (aqueles pinypons grandes que eu nem conhecia mas eles são viciados). Adoro ver que eles brincam sem preconceito brincadeiras que sempre foram consideradas de menina ou de menino, mostra que em casa têm essa abertura apesar de na escola ainda haver muita distinção. Em casa faço a minha parte.

Todos são diferentes, cada qual com a sua personalidade, cada um com a sua forma de estar e de ver o mundo e apoio-os a todos incondicionalmente, tento mostrar-lhes que não se deve ser preconceituoso,ou xenófobo nem ter qualquer tipo de fobia a pessoas que sejam diferentes deles. Tento mostrar-lhes que mesmo na diferença somos todos iguais e que eles são amados exactamente como são. Mas há dias que é difícil principalmente quando vivemos numa sociedade em que os estereótipos estão tão vincados que temos de lutar contra toda a gente para conseguirmos ensinar os nossos filhos da forma que achamos correcta sem cair nos extremos.

A todas as pessoas que têm a mania de romantizar a maternidade um grande vão-se lixar, não há trabalho mais duro, mais tenso, mais desesperante, mas... também não há nada mais recompensador ou pagamento mais doce que o sorriso ou um beijo e um abraço. 

Há sempre muito mais a dizer e outros textos surgirão...

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