Olá gente!
Então como vos disse adoro ler mas este ano tenho andado numa reading slump monstruosa que li 1/5 do que costumo ler normalmente. Passei inclusivamente meses inteiros sem conseguir ler nada, que desgraça. Ainda assim trago uma mini lista de livros da minha estante que espero ler até ao final deste ano.
Depois de Rainha Vermelha chega a Portugal o segundo livro da trilogia de Victoria Aveyard, Espada de Vidro, uma distopia young-adult com Mare Barrow como protagonista. Já não leio uma distopia há muito tempo e estou ansiosa.

O Espadachim é o primeiro livro da autora Katharine Ashe em Portugal, já foi publicado o segundo livro, O Conde, mas como quero ler por ordem vou ver se consigo pegar neste ainda em Novembro.
A Topseller foi a primeira (e única) autora no nosso país a começar a apostar em capas mais ousadas e confesso ADORO! Como o romance de época é dos meus géneros literários favoritos não podia deixar de terminar o ano a ler um destes livros.
Chegou finalmente mais um livro da série de Terry Goodkind, para mal dos meus pecados chegou outro logo a seguir o que faz com que tenha ficado atrasada. Uma fantasia épica espectacular que me deixa agarradíssima às páginas.
Depois de ter ouvido maravilhas do livro A Viúva de Fiona Barton decidi que tinha de terminar o ano a ler um livro da mesma, apesar de não ler muitos thrillers/policiais é um género que adoro e espero conseguir pegar neste livro.
E vocês têm planos de leitura para estes dois meses?
No passado dia 18 de Outubro fui a uma consulta de medicina interna para saber o resultado de umas analises que tinha feito, esta saga porém começou em julho mas eu conto.
Em julho tive escarlatina, cortesia do meu filho nessa altura fui às urgências não só por isso mas porque tinha dores horríveis nas articulações dos joelhos e ancas. Ora estas dores são agravadas pela escarlatina mas a médica decidiu mandar-me para uma consulta a ver se teria algum tipo de doença auto-imune.
Em agosto fui à primeira consulta com resultados de análises que haviam sido pedidas na altura, nada tinha sido detectado porém eu tinha queixas de dores e após uma avaliação a médica mandou fazer outro conjunto de análises e outros raiosX, fui lá então dia 18.
Das análises nada a apontar e do raioX a ancas e joelhos apenas foi detectado uma artrose na anca direita, nada a justificar as dores nos joelhos, entretanto lembrei-me que em criança havia-me sido diagnosticado escoliose com um desvio de 12mm na coluna e na altura avisaram os meus pais que mais tarde eu iria ter dores nos ossos.
Fui reencaminhada para uma consulta de ortopedia, contudo tenho mais um conjunto de análises para fazer e para o ano lá vou eu de novo. Já disse que tenho horror a tirar sangue? É assim uma coisa que me ultrapassa, não é medo é mais repúdio. Detesto. Só que esqueci de referir outro tipo de dor, fricção dos ossos das ancas, acho é que isto deveria ser detectado no raioX e não foi pelo que não deve haver desgaste ósseo.
Pronto chega desta conversa da treta de doença o que interessa é que tenho uma artrose mas isso é uma coisa normal da idade (céus estou velha) pelo que mais uma vez se comprova que eu entrei em pânico e depressão com medo de ter algo que afinal não tenho. Ufas! Que alívio.

Olá gente!
Hoje trago um post um pouco diferente para me conhecerem um pouco melhor. 10 factos sobre mim
1 - Tenho 3 filhos que são o meu bem mais precioso, têm 16, 7 e 5 anos
2 - Adoro ler e tenho um blog literário, o meu record é de 13 livros num mês e 2014 foi o ano que li mais, 102 livros no total
3 - Gosto de escrever mas não sou capaz de me sentar e esquematizar um livro, gosto de imaginar histórias mas não de as passar para o papel, prefiro escrever sobre sentimentos ou acontecimentos que me marquem.
4 - No início deste ano comecei a interessar-me por k-pop (musica pop coreana) e posteriormente por k-drama (mini-séries coreanas) actualmente sou viciada em ambos.
5 - Em julho vi as 4 primeiras temporadas de Game of Thrones e os primeiros 3 episódios da 5.ª temporada depois parei por motivo nenhum e ainda não consegui retomar.
6 - ando viciada em planners, não em planear mas em fazê-los, ver videos no youtube e tentar criar um sistema que me faça ser mais organizada
7 - Tenho ansiedade e sofro imenso por antecipação fazendo com que geralmente exagere imenso na previsão de acontecimentos
8 - Adoro gatos, já tive vários e só não tenho agora porque vivo com os meus pais e as minhas irmãs que são altamente alérgicas e não podem ter qualquer tipo de contacto com gatos.
9 - Tenho blogues desde 2006, comecei com um de artesanato na altura que me dedicava a manualidades, depois fiz um para acompanhar a gravidez e crescimento da minha filha do meio e entretanto fiz um de beleza, quando engravidei do mais novo fiz o blogue literário deixando todos os outros para trás e agora tenho este também.
10 - Apego-me com muita facilidade às pessoas criando laços de amizade muito rapidamente e quando gosto, gosto mesmo a sério

Ontem caiu uma criança na escola dos meus filhos. Um menino do 4.º ano cuja idade rondará certamente os 9/10 anos. Caiu dentro do edifício da escola, do corrimão do primeiro andar para o andar de baixo. Ficou ali, não sei se inconsciente à espera dos bombeiros. A mãe foi chamada de imediato e chegou a tempo de ir na ambulância. Esta criança, está internada nos cuidados intensivos. No caminho para casa, hoje de manhã, chorei. Chorei por este menino, chorei por esta mãe e chorei por todas as crianças no ensino que não são adequadamente vigiadas.
Ontem, sem saber do sucedido tinha-me deslocado à escola para falar com o coordenador para me queixar justamente da falta de pessoal. Na terça feira o meu R. levou uma cabeçada tão violenta na cara que ficou com um dente a abanar, mordeu a língua deitando sangue, a ferida virou uma afta gigante que lhe afecta a alimentação e até a fala, o maxilar estava ligeiramente esfolado e a ponta a orelha tinha uma pisadura. Ninguém viu, ninguém ouviu, deve ter tido dores terríveis mas até ontem de manhã ninguém sabia de nada. Uma criança de cinco anos leva uma cabeçada com estas consequências e ninguém o viu ou ouviu chorar.
Quem cuida das crianças afinal? Percebo que o rácio de cuidadores é de 1 auxiliar para 30 crianças na pré e aumenta para 50 na primária. Uma pessoa a vigiar 50 crianças? A sério? E consideram os nossos filhos bem entregues? Isto é normal? As crianças estão na realidade entregues a si próprias. E ainda nos dizem para ficarmos descansados, que eles estão bem cuidados. Estão mesmo? Então alguém que justifique o "acidente" do meu filho, o facto de no dia seguinte um colega lhe ter dado um murro no estômago e outro na boca (que estava ferida e dorida da cabeçada da véspera) ninguém saber de nada. Ele dizer-me que disse à educadora e a mesma a mim afirmar não saber de nada. Alguém que justifique ontem uma menina da primária ter subido a uma árvore e ter sido empurrada ficando com a cara esfolada.
Alguém que justifique haver um menino nos cuidados intensivos do hospital por ter caído do primeiro andar. É que ninguém viu nada. Onde andam os cuidadores dos nossos filhos afinal? A vigiá-los é que não é!
Ontem depois de almoço dirigi-me à Wink do Oeiras Parque onde tinha marcação para as 15h30, havia duas pessoas a terminarem (uma dela era a apresentadora da SIC Rita Andrade) pelo que fui atendida logo de seguida, mais de 20 minutos antes da hora marcada.
Foi a minha primeira experiência em threading ou depilação com linha por isso não posso fazer comparações com experiências anteriores. Posso dizer porém que o pêlo das minhas sobrancelhas é muito grosso e por isso muito doloroso de tirar e por isso é que evito fazê-lo muitas vezes.
Estava um bocado ansiosa ao sentar-me na cadeira, aquilo sendo open space qualquer pessoa que passe pode ver quem está ali e não aprecio muito esse tipo de exposição, a atendente era muito simpática, explicou o processo, o que iria fazer, como eu deveria posicionar-me, perguntou como queria a sobrancelha se mais definida ao que disse que queria apenas tirar o excesso, explicou também que não ficariam simétricas já que pelo formato do meu rosto não seria possível.
Como referi não posso comparar com experiências anteriores mas posso comparar com cera e com pinça. Bom no caso da cera, aprendi há uns anos que não se deveria fazer mas disseram-me tantas coisas diferentes que fiquei sem perceber muito bem como deveria agir, é uma dor momentânea mas que passado umas horas já não há reflexos na pele (vermelhidão, dor, etc). Pinça custa muito por ter de arrancar pelo a pelo e como disse o meu é muito grosso e por isso muito doloroso. Em relação ao threading, por cima não custou nada, a dor é mínima, não se sente quase nada mas em baixo doeu muito ao ponto de me deixar a cerrar os dentes o tempo todo. A sensação que me deu é que me estava a puxar a pele e não o pêlo daí a dor. A minha irmã que foi comigo disse que a minha pele ficou demasiado ferida em baixo e que realmente me devem ter puxado muito a pele. Ainda hoje ao passar o dedo na área depilada (em baixo) sinto uma dor ligeira.
Pretendo ir novamente claro porque é um processo muito rápido e apesar da dor que senti desta vez julgo que as próximas experiências possam ser melhores e claro adorei o resultado que fez toda a diferença no meu rosto.
Já lá vai o tempo que fui esta pessoa. O tempo não volta e as recordações não ficam mais doces só porque os anos se sucedem. Tinha 24 anos acabados de fazer. Tinha-me separado recentemente com uma filha de 3 anos nos braços e um patrão que não me pagava ordenado desde que o meu ex havia saído de casa. Mas eu nunca me tinha sentido tão livre e tão feliz não sabia, na altura que esta foto foi tirada, tudo o que iria enfrentar.
Os problemas vieram depois, tudo se desmoronou. O mundo caiu-me em cima e eu não sabia o que fazer ou para onde me virar. Perdi a força, fechei-me na minha concha e fiz-me de morta. Não queria nada daquilo, comecei a tornar-me amarga, de mal comigo e com o que a vida me estava a tornar.
Muita coisa sucedeu e não vale a pena contar tudo, sei que grande parte do que aconteceu foi por inação minha, por choque e completamente transtornada por me acontecerem coisas que não esperava e não tinham sido culpa minha por isso recusava-me a resolver.
Comecei a ter ansiedade, tinha crises horríveis em que mal conseguia respirar, a sensação era sempre a mesma, não entrava ar suficiente. Foram meses assim, acabou por passar sozinho, nunca fui ao médico e engordei, só nestes meses de crise, 16kgs. Quando percebi fiquei em choque. Como é que era possível estar assim? Mais uma vez desanimei e baixei os braços.
Anos de desemprego, dependente de terceiros, sem saber o que fazer à minha vida, andava "aos caídos".
Foi sempre culpa minha que por me recusar a resolver problemas causados por outras pessoas mas que me afectavam directamente, deixei que toda a minha vida fosse destruída. A ansiedade volta sempre, já engordei mais 9kgs em cima dos 16 que já tinha a mais.
Dói que me digam que não estou muito gorda, que nem estou mal, que não pareço ter tanto peso como a balança indica. A auto estima que nunca tinha sido grande coisa morreu, acabou-se. Não sei como trabalhar nela e fazê-la renascer, nem que seja um bocadinho.
Este meu desabafo é só para dizer que com os anos percebi que não posso julgar ninguém por ser como é, não sabemos o que viveu, por onde passou, o que construiu e o o que perdeu. Cada vez julgo menos apesar de ser costume do ser humano fazer tal disparate. Assim como aboli a inveja da minha vida. Se depois de tudo o que vivi há quem me diga que tem inveja de mim como sou capaz de invejar os outros? Não invejo ninguém, não sei o passado nem o presente das pessoas nem o que as levou àquele ponto.
Ainda tenho um longo caminho a percorrer mas já consigo ter um pouco mais de foco. Falta recuperar tudo o que perdi e o mais difícil vai ser a dignidade e a auto confiança.
Não gostaria nada que o tempo voltasse atrás, não quero passar por tudo novamente.
Os problemas vieram depois, tudo se desmoronou. O mundo caiu-me em cima e eu não sabia o que fazer ou para onde me virar. Perdi a força, fechei-me na minha concha e fiz-me de morta. Não queria nada daquilo, comecei a tornar-me amarga, de mal comigo e com o que a vida me estava a tornar.
Muita coisa sucedeu e não vale a pena contar tudo, sei que grande parte do que aconteceu foi por inação minha, por choque e completamente transtornada por me acontecerem coisas que não esperava e não tinham sido culpa minha por isso recusava-me a resolver.
Comecei a ter ansiedade, tinha crises horríveis em que mal conseguia respirar, a sensação era sempre a mesma, não entrava ar suficiente. Foram meses assim, acabou por passar sozinho, nunca fui ao médico e engordei, só nestes meses de crise, 16kgs. Quando percebi fiquei em choque. Como é que era possível estar assim? Mais uma vez desanimei e baixei os braços.
Anos de desemprego, dependente de terceiros, sem saber o que fazer à minha vida, andava "aos caídos".
Foi sempre culpa minha que por me recusar a resolver problemas causados por outras pessoas mas que me afectavam directamente, deixei que toda a minha vida fosse destruída. A ansiedade volta sempre, já engordei mais 9kgs em cima dos 16 que já tinha a mais.
Dói que me digam que não estou muito gorda, que nem estou mal, que não pareço ter tanto peso como a balança indica. A auto estima que nunca tinha sido grande coisa morreu, acabou-se. Não sei como trabalhar nela e fazê-la renascer, nem que seja um bocadinho.
Este meu desabafo é só para dizer que com os anos percebi que não posso julgar ninguém por ser como é, não sabemos o que viveu, por onde passou, o que construiu e o o que perdeu. Cada vez julgo menos apesar de ser costume do ser humano fazer tal disparate. Assim como aboli a inveja da minha vida. Se depois de tudo o que vivi há quem me diga que tem inveja de mim como sou capaz de invejar os outros? Não invejo ninguém, não sei o passado nem o presente das pessoas nem o que as levou àquele ponto.
Ainda tenho um longo caminho a percorrer mas já consigo ter um pouco mais de foco. Falta recuperar tudo o que perdi e o mais difícil vai ser a dignidade e a auto confiança.
Não gostaria nada que o tempo voltasse atrás, não quero passar por tudo novamente.





